Pela janela do ônibus, sentada no mesmo banco de costume, vejo o trânsito da cidade fluÃndo até bem.
O comércio fechando, as pessoas ansiosas para chegar em casa depois de um dia exaustivo, mas ainda tinha alguns que esperavam a noite para festejar a vida.
Porém o que me chamou a atenção em um dos pontos de parada foi um casal que trocavam carinhos e palavras doces.
A chuva começava a cair no centro da cidade e durante o percurso senti uma leve incômodo ao lembrar da cena.
Ao lembrar que já fui aquela garota, da qual já recebia os mesmos carinhos, os beijos apaixonados, das lembranças doces me permiti a chorar.
Chorei por acreditar no meu doloroso passado, das dolorosas palavras de juras de amor, das falsas mentiras, dos falsos toques e beijos.
Após uma ducha quente que se misturavam com as lágrimas que vinham do fundo do coração ainda machucado, peguei debaixo da cama a caixa da tortura que sempre pegava no dia 24 de todo o mês.
Me permiti a recordar as cartas, os presentes das viagens, os álbuns de fotos, a caixa com as alianças de noivado.
Me permiti a chorar e a me perguntar aonde eu tinha errado, ou se eu era o erro.
Sem dúvidas ela era mais bonita do que eu, não tinha como negar.
Seu jeito menina-mulher o conquistou tão rápido que não hesitou em se aventurar.
Você acreditava no amor quando me conheceu, mas despreza os meus sinais no começo.
As pessoas brincavam com o seu coração quando já eu queria cura-lo, mas você não dava bola.
Que seja eterno enquanto dure e que dure até amanhã de manhã.
Era pra ser eterno.
Até que em uma linda manhã eu acordei e não te encontrei mais.
Havia apenas uma carta encima do travesseiro e sabia que era seu adeus.
Lágrimas me impediram de ler a carta com clareza, mas eu sabia que no final dela eu não estava preparada.
A paixão da juventude, o meu primeiro amor havia ido embora e quebrado o meu coração.
Me deixando apenas dor e saudades do pouco amor vivido e acumulado por mim.
Lembra que o plano era ficarmos bem?
Nem isso conseguimos fazer.
Quando me corto com a faca já não há mais dor, pois o coração sangra mais do que o corte no pulso.
Quando chega a noite, rezo para escutar o barulho da porta abrindo e você se deitar ao meu lado para acalentar minhas perturbadas noites como você sempre fazia.
Mas quem sabe nessa noite isso não acabe logo.
A cartela de sonÃfero do mês está vazia e um profundo sono me atinge.
Isso não é um adeus meu amor, apenas vamos nos encontrar nos paraÃso dos sonhos.
O comércio fechando, as pessoas ansiosas para chegar em casa depois de um dia exaustivo, mas ainda tinha alguns que esperavam a noite para festejar a vida.
Porém o que me chamou a atenção em um dos pontos de parada foi um casal que trocavam carinhos e palavras doces.
A chuva começava a cair no centro da cidade e durante o percurso senti uma leve incômodo ao lembrar da cena.
Ao lembrar que já fui aquela garota, da qual já recebia os mesmos carinhos, os beijos apaixonados, das lembranças doces me permiti a chorar.
Chorei por acreditar no meu doloroso passado, das dolorosas palavras de juras de amor, das falsas mentiras, dos falsos toques e beijos.
Após uma ducha quente que se misturavam com as lágrimas que vinham do fundo do coração ainda machucado, peguei debaixo da cama a caixa da tortura que sempre pegava no dia 24 de todo o mês.
Me permiti a recordar as cartas, os presentes das viagens, os álbuns de fotos, a caixa com as alianças de noivado.
Me permiti a chorar e a me perguntar aonde eu tinha errado, ou se eu era o erro.
Sem dúvidas ela era mais bonita do que eu, não tinha como negar.
Seu jeito menina-mulher o conquistou tão rápido que não hesitou em se aventurar.
Você acreditava no amor quando me conheceu, mas despreza os meus sinais no começo.
As pessoas brincavam com o seu coração quando já eu queria cura-lo, mas você não dava bola.
Que seja eterno enquanto dure e que dure até amanhã de manhã.
Era pra ser eterno.
Até que em uma linda manhã eu acordei e não te encontrei mais.
Havia apenas uma carta encima do travesseiro e sabia que era seu adeus.
Lágrimas me impediram de ler a carta com clareza, mas eu sabia que no final dela eu não estava preparada.
A paixão da juventude, o meu primeiro amor havia ido embora e quebrado o meu coração.
Me deixando apenas dor e saudades do pouco amor vivido e acumulado por mim.
Lembra que o plano era ficarmos bem?
Nem isso conseguimos fazer.
Quando me corto com a faca já não há mais dor, pois o coração sangra mais do que o corte no pulso.
Quando chega a noite, rezo para escutar o barulho da porta abrindo e você se deitar ao meu lado para acalentar minhas perturbadas noites como você sempre fazia.
Mas quem sabe nessa noite isso não acabe logo.
A cartela de sonÃfero do mês está vazia e um profundo sono me atinge.
Isso não é um adeus meu amor, apenas vamos nos encontrar nos paraÃso dos sonhos.
